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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Jogo das 50 Maravilhas




É assim que funciona, simples simples:

Tive que ir no banco agora, um calor de rachar, mas tinha que ir, pra fazer algo que iria durar menos de um minuto, mas não podia ser feito pela internet...vou, não vou..TENHO QUER IR.

Fui.
Resolvi me jogar no jogo das 50 maravilhas. Eu tinha o tempo de uma ida e volta ao banco pra conclui-lo. Encontrar 50 coisas me agradam no meio do caminho.

A primeira coisa que vi foi uma árvore enorme com flores brancas, depois um carro bem preto, fantástico, que parecia ter acabado de sair da loja,...lá pela 20ª maravilha vi uma senhora com um lenço avermelhado na cabeça....e tantas outras coisas... Se você achar só 20, 30, ou mais, não importa, o que vale é a procura...

e aqui estou eu, de volta ao lar...

Se estava calor, se demorou, se eu tropecei? Não sei, não lembro...mas aquele lenço avermelhado....aaaah...aquele lenço.

Namaste.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pular ou não pular?



Ontem passei por um momento que há muito tempo não passava. Depois de alguns "muitos" meses escrevendo, corrigindo, reescrevendo, selecionando, diminuindo... finalmente finalizei meu livro. Preparei a capa, escrevi a orelha, fiz o upload do arquivo no site de publicação...só faltava um simples passo, clicar em CONCLUIR.

"AI MEU DEUS, e agora? Concluo ou não concluo? Será que o livro está bom? Será que ainda tem algum erro de ortografia? Será que a impressão é boa? Será? Será? Será?  Ah, pára de bobeira e aperta logo esse botão...isso...leva a setinha até lá....agora clica....clica, anda, tá esperando o que? Ai, não sei, e se não der certo? E se não for o momento certo? E se? E se? E se?"

Fiz o que tinha que ser feito. Fui para o terraço e liguei pra minha querida amiga Luana.

- Lú, preciso de ajuda!
- Que houve?
- Meu livro tá pronto. Não consigo clicar em concluir.
- Ai meu Deus logo você?

E esse "logo você?" não tinha um sorriso como base e sim preocupação. Eu sabia o que devia ser feito, era só clicar. Pronto. Mas chega um momento onde a gente está tão cansado da nossa voz na nossa cabeça que a gente precisa de uma voz diferente, mesmo que a outra pessoa vá te desencorajar, para que você se revolte com aquilo e se encha de coragem.

- O que vai acontecer quando você apertar o concluir?
- O livro vai estar automaticamente disponível.
- e mais o que?
- Nada.
- ... ou seja, você não vai morrer, não vai perder o emprego, falir, ficar pobre, adoecer...

Naquele momento eu reconheci aquele discurso. "Ei, esse discurso é meu!". Luana se ofereceu para "ir comigo" até o computador pelo celular...e foi mesmo. Ao sentar na frente da tela, a setinha em cima do botão, as pernas tremiam...e se?

- Anda, aperta!
- Já apertei.
(mentira)

Agradeci, nos despedidos e eu fiquei ali fitando o "Concluir" durante alguns segundos. E aí novamente minha voz veio.

- Vai, clica! E se tudo der certo? E se for um sucesso? E se....

Silêncio.

O nome do meu livro é "O que você está esperando?", eu tinha que dar o exemplo.
Eu havia clicado momentos antes. Não me mexia. Não respirava...mas sorria.

Está aqui, prontinho pra você. Escrevi com muito carinho e de uma maneira que todos se sentissem incluídos. Sem crenças, energias, duendes...apenas a simplicidade do dia a dia (e um pouco de quântica aqui e lá). Para ler a introdução do livro clique AQUI.

(para comprar o seu, clique na imagem acima)
 
***

     Seu ego sempre arranjará um jeito de te manter no mesmo lugar, inerte, por um simples motivo: auto-preservação. Para o seu ego, tanto faz se os seus planos são bons, ruins, seguros ou perigosos, a função dele é te manter em sua zona de conforto, vivendo aquilo que ele já conhece e "sabe lidar". Sempre que estiver em dúvida ao tomar uma decisão analise se a dúvida é válida.

QUAL SERÁ O REAL IMPACTO DA MINHA DECISÃO?
(no meu caso foi: Se eu apertar "concluir", meu livro estará publicado, só isso.)

      Assim, você consegue diferenciar quando você não está "pulando de cabeça" porque sente lá no fundo do seu âmago que aquilo não está certo de quando  seu ego está jogando uma cortina de fumaça na sua frente para você não sair da sua zona de conforto.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tempos Modernos




"Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear...

Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação que se tem direito do firmamento ao chão...


Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa que realizar, a força que tem uma paixão...

Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não, não, não...

Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver

Vamos nos permitir..."

***

Há muito tempo eu não ouvia essa música, até que uma querida amiga postou a letra no facebook, e acho que pela primeira vez eu entendi o que a letra queria dizer. Parei pra pensar sobre a idéia de "Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera... " e me dei conta de como esse conceito é particular.

Eu, por exemplo, agora com 26 anos, minha vida reorganizada e o foco direcionado às coisas boas da vida, posso respirar e dizer que eu também vejo um novo começo de era com toda essa galera do bem aí que a música cita.

Quando a gente se aproxima do nosso "equilíbrio supremo" tudo começa a se organizar, de maneira que os grosseiros, deselegantes e mentirosos perdem espaço na sua vida para que a turma do bem se faça presente.

Analise antes de mais nada as pessoas com quem você está convivendo e se pergunte o que cada uma delas está fazendo ali, qual a função de cada uma, o que de bom elas trazem pra você. Seja honesto. A honestidade é a melhor forma de descobrirmos o que está errado em nossas vidas.

Depois dessa limpeza e reorganização, respire...permita-se.



Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver
                                                               Vamos nos permitir..."




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

É tempo de mudar

     Ontem nas minhas pesquisas e leituras me deparei com esse vídeo e fiquei muito grato pois diz respeito a um assunto que eu gosto muito de falar e acho de EXTREMA importância. O vídeo tem 3:18 mas você nem sente, passa super rapidinho. Ainda que dê pra entender aonde a Narradora/Personagem quer chegar antes da metade do vídeo, aconselho que você se permita assistir até o final e depois continue a leitura. Prometo que essa ordem enriquecerá o texto que segue.





     Pois bem, fantástico, não é? Sempre me sinto muito inspirado por essas histórias de superação, principalmente quando as pessoas dão essa guinada na vida e começam a "dar mais valor a tudo". A idéia do vídeo é fantástica e enfatiza a idéia de que nós aprendamos a tirar um melhor proveito das adversidades. Sou super adepto a essa idéia, mas do ponto de vista geral, uma pequena parte de mim se entristece com toda essa história.

A maioria de nós (espero que todos nós, rezo diariamente por isso) não terá um tumor no cérebro ou algo assim tão trágico pra nos fazer mudar nossa forma de ver a vida. Infelizmente, em outro cenário, sem tragédias, grande parte das pessoas acaba tendo esse grande despertar quando os ossos já estão fracos, os amigos já se perderam no mundo e os dentes já não são tão confiáveis pra encarar uma maçã do amor.
 
     Meu ponto é simples, não esperem algo trágico acontecer ou o tempo passar como um ciclone tropical para que você mude a forma de enxergar a vida, essa mudança pode ser feita por você, sem tragédias, agora. As coisas mais importantes JÁ SÃO as mais importantes, enxergue-as agora. Se conheça. Respire no meio dessa correria toda para analisar o que REALMENTE importa pra você e dê exclusiva atenção a elas.

Perceber que você ama andar de bicicleta pra sentir o vento no rosto quando seus joelhos já não estão tão firmes; Querer um abraço apertado daquela pessoa especial quando ela já não está mais aqui; Se retorcer de vontade de comer uma pizza inteira sozinho quando o coração não aguenta mais é triste, muito triste.

REavalie-se, REdescubra-se, REdefina-se. Coloque as prioridades em seus devidos lugares para que um dia, bem lá na frente, com o coração em paz, realizado, você possa sorrir gloriosamente, sem arrependimentos.

Namaste,
Rodrigo de Blumau
.



     A enfermeira australiana Bronnie Ware trabalhou com pacientes em estado terminal durante anos e resolveu compartilhar com o mundo os 5 maiores arrependimentos das pessoas quando a vida como a conhecemos se aproxima do fim, são elas:

 "Queria ter tido coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros."

"Quem me dera eu não tivesse trabalhado tanto."

"Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos."

"Quem me dera ter mantido contato com meus amigos."

"Queria ter me permitido ser feliz."

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